11 abril 2026 - 15:08
A misericórdia islâmica mesmo no campo de batalha: a prática do Profeta da misericórdia

O Profeta do Islã, ao enviar os soldados para o campo de batalha, dizia: “Não ataquem os fracos e indefesos que não participam da guerra; não matem idosos, crianças nem mulheres; e não cortem árvores, exceto em caso de necessário. Se um dos combatentes conceder proteção a um inimigo, ele estará em segurança...” Essas orientações demonstram o mais alto nível de compaixão e misericórdia do Islã, mesmo em meio à guerra.

Agência Internacional AhlulBayt (A.S.) – ABNA: Segundo as fontes islâmicas, a misericórdia do Islã está presente até mesmo no campo de batalha. O Imam Ja’far al-Sadiq relatou que, quando o Mensageiro de Deus decidia enviar os soldados, reunia-os e lhes dava instruções claras. Caso algum deles desobedecesse, seria responsabilizado.

Ele dizia:

“Movam-se em nome de Deus, por Deus e no caminho de Deus, seguindo a orientação do Mensageiro de Deus.”

Ou seja, a guerra não deve ser movida por desejos pessoais, mas com intenção pura e dentro dos princípios éticos.


Princípios fundamentais no combate

1. Proibição da traição
“Não traiam.”

Isso pode incluir:

  • não agir de forma injusta na divisão dos bens;
  • manter honestidade entre os companheiros;
  • agir com integridade até mesmo em relação ao inimigo.

2. Proibição de mutilação
“Não mutilar.”

Após a morte do inimigo, não é permitido desrespeitar o corpo. Mesmo em situações extremas, o respeito deve ser mantido.


3. Proibição de quebra de acordos
“Não traiam pactos.”

Se houver acordo ou cessar-fogo, ele deve ser respeitado. O Imam Ali afirmou que o cumprimento de compromissos é um dos princípios mais importantes, reconhecido por جميع as sociedades.


4. Proteção de não combatentes
“Não matem idosos, crianças ou mulheres.”

Essas diretrizes estabelecem claramente a distinção entre combatentes e não combatentes.


5. Proteção do meio ambiente
“Não cortem árvores, exceto se necessário.”

Essa orientação demonstra respeito pela natureza, mesmo em situações de conflito.


Proteção ao inimigo que busca segurança

O Profeta também declarou:

“Se qualquer combatente conceder proteção a um inimigo, ele estará seguro até que compreenda a mensagem. Se aceitar, torna-se parte da comunidade; se não, deve ser conduzido em segurança ao seu lugar.”

Essa orientação revela um nível elevado de humanidade, permitindo diálogo e proteção mesmo durante a guerra.


Conclusão

Esses princípios mostram que o Islã estabelece limites éticos rigorosos mesmo nas circunstâncias mais difíceis.

A guerra, nessa visão, não é um espaço sem regras, mas um campo onde valores como justiça, compaixão e responsabilidade devem ser preservados.

Essas orientações revelam que a verdadeira força não está na violência sem limites, mas na capacidade de agir com princípios, mesmo em situações extremas.


Referências

  1. Alcorão Sagrado, Surata Al-Anfal, versículo 41
  2. Nahj al-Balagha, carta 47
  3. Nahj al-Balagha, carta 53
  4. Al-Kafi, vol. 5, p. 27
  5. Compilado da obra: Perguntam a você, Makarem Shirazi, p. 95

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